Poema de e. e. cummings “Trago o teu coração comigo”

Trago o teu coração comigo
guardo-o dentro do meu coração
Nunca estou sem ele
para onde quer que vá, vais comigo, meu amor
E o que é feito por mim, tu também fazes, minha querida
Não temo o destino
pois tu és o meu destino, minha doçura
Eu não quero outro mundo
porque tu és o meu mundo, minha verdade

Tu és o significado da Lua
Onde quer que o Sol brilhe, tu és o seu canto

Aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
E o céu do céu de uma árvore chamada vida
A qual cresce mais alto
Do que a alma possa esperar ou a mente esconder
Esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas

Trago o teu coração comigo
guardo-o dentro do meu coração

Composto a partir das traduções de Helga Piçarra e Manuel Anastácio

Sobre o autor:

e. e. cummings, poeta norte-americano, nasceu em 1894 e morreu em 1962. Conquistou, ainda em vida, um lugar permanente entre os maiores poetas de nosso tempo. Ainda se comenta muito das suas inovações em tipografia e pontuação, que foram, por alguns, mal entendidas como meros “efeitos”, mas o leitor cuidadoso verá que elas são um aspecto de sua busca pela expressão mais pura e clara de seus pensamentos e sentimentos. Uma maneira de renovação da linguagem que só os grandes poetas conseguem. cummings era único dentre os poetas de seu tempo, pois era igualmente extraordinário na sátira e no sentimento e lutava vigorosamente contra a pomposidade e a pretensão. É considerado um dos poetas que escreveu os mais emotivos poemas de amor de todos os tempos. O poema acima foi lido numa das cenas finais do filme “In her shoes”, de Tony Scott, pela personagem interpretada por Cameron Diaz.

in http://www.releituras.com/eecummings_coracao.asp

2016-12-27 Poema “Dar, base espiritual da prosperidade” – São Lourenço de Selho

Pequena reflexão:

Não há nada de complicado no ato de dar!
Se for para encher aquele saco de bens não perecíveis, sim, é simples.
Se for às pessoas que conhecemos é importante ir de encontro às suas necessidades, aos seus gostos e dar a conhecer os nossos.
Se no dar estiver a troca de informação, de conhecimento, de sentimentos estamos a criar riqueza.
Dar, base espiritual
Dar, base espiritual
Poema:
A época do ano que mais convida a dar
É em dezembro e é sem dúvida o Natal!
Os olhos de quem recebe a mergulhar
ficam num oceano de emoção divinal!
Se isso acontece é porque foi verdadeira
A procura da causa de tanta felicidade.
Entre os adultos esta situação em cadeia
Pode criar uma sincera prosperidade.

2016-03-30 a 04-03 Viagem de sonho a Viena de Áustria

Este será mesmo um artigo em construção. A riqueza desta viagem foi tão grande que a sua descrição levará alguns dias.

A cidade é majestosa e mantem vários edifícios que foram palácios de famíliaRomy Schneider como Sissis abastadas do antigo império Autro-Húngaro. Desde a minha infância, que sonhava visitar esta cidade após ter visto um filme, bastante longo, sobre a biografia da Imperatriz conhecida por “Sissi”.

Mensagem do Dia Internacional do Teatro – 2016

A FPTA – Federação Portuguesa de Teatro, associa-se ao Instituto Internacional do Teatro (ITI), e partilha a mensagem oficial que assinala a comemoração do dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro.
Este ano a honra de escrever a mensagem foi atribuída ao encenador russo Anatoli Vassiliev.

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016

Será que precisamos de teatro?
Esta é a questão que milhares de profissionais dececionados com o teatro, e que milhões de outras pessoas que estão cansados dele, perguntam a si próprios.

Para que é que precisamos dele?

Nos anos em que a cena é tão insignificante quando comparada com os bairros das cidades e capitais do mundo, onde estão em cena as autênticas tragédias da vida real.

O que é para nós?

Galerias e balcões dourados em salas de espectáculo, braços de cadeiras aveludadas, bastidores sujos, vozes de actores bem polidas, ou vice-versa, algo que pode ser aparentemente diferente: caixas negras, manchadas com lama e sangue, com um amontoado de corpos nus dentro.

O que é capaz de nos dizer?

Tudo!

O Teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam nos céus, e como os prisioneiros definham em caves subterrâneas esquecidas, e como as paixões nos podem elevar, e como o amor nos pode abater, e como ninguém precisa de uma boa pessoa neste mundo, e como a mentira reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto crianças murcham em campos de refugiados, e como todos eles terão que voltar ao deserto, e como, dia após dia, somos forçados a nos separar dos nossos entes queridos, – o teatro pode dizer-nos tudo.

O teatro tem sido, e manter-se-á eterno.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos é particularmente necessário. Porque se observamos como está a arte popular, vemos imediatamente aquilo que apenas o teatro nos está a dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olho a olho, um gesto de mão a mão, e de corpo a corpo. Não precisa de intermediários para trabalhar junto dos seres humanos, – constitui a parte mais transparente da luz, não pertence ao sul, ao norte, este ou oeste, – oh não, é a própria essência da luz, a brilhar nos quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecido por qualquer pessoa, quer seja hostil ou amigável para com ele.

E nós precisamos de teatro que permanece sempre diferente, nós precisamos de teatro de diferentes géneros.
Mesmo assim, penso que de todas as possíveis formas e contornos do teatro, são as suas formas mas arcaicas que terão atualmente uma maior procura. O teatro de formas rituais não se deve opor artificialmente ao das nações ditas “civilizadas”. A cultura secular está cada vez mais emasculada, a chamada “cultura informativa” gradualmente substitui e faz desaparecer entidades simples, bem como a nossa esperança de as encontrar um dia.

Mas eu agora vejo-o claramente: o teatro está a escancarar as suas portas. Admissão livre para todos.

Para o inferno com os aparelhos e computadores – vão simplesmente ao teatro, ocupem filas inteiras nas plateias e nas galerias, ouçam o mundo e vejam as imagens vivas! – é o teatro na vossa frente, não o negligenciem e não percam uma oportunidade de participarem nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que partilhamos nas nossas vidas apressadas e egocêntricas.

Precisamos de todos os géneros de teatro.

Existe apenas um teatro que seguramente não é necessário para ninguém – refiro-me ao teatro do jogo político, o teatro das “armadilhas” políticas, o teatro dos políticos, o fútil teatro da política. O que nós seguramente não precisamos é do teatro do terror diário – quer seja individual ou colectivo, o que nós não precisamos é do teatro dos corpos e do sangue nas ruas e praças, nas capitais e nas províncias, o teatro falso das batalhas entre religiões e grupos étnicos…

Anatoli Vassiliev

Tradução do Russo para Inglês: Natalia Isaeva
Tradução para Português: Bruno Daniel Gomes, com revisão de Fernando Rodrigues
(FPTA – Federação Portuguesa de Teatro)

Notas sobre o autor

Anatoli Vassiliev é um encenador e professor de Teatro Russo aclamado internacionalmente. É o fundador da Escola de Teatro de Moscovo para as Artes Dramáticas. Escola actualmente situada na Rua Sretenka num espaço arquitectónico original, concebido de acordo com o plano de Vassiliev para o propósito da pesquisa teatral, à qual está dedicado.

Ensinou muitas vezes no Conservatório Estatal de Lounatcharski de Artes Dramáticas (GITIS), no Instituto de Cinema de Moscovo (VGIK) e no ENSATT (École nationale supérieure des arts et techniques du théâtre) em Lyon, França. É considerado o maior encenador russo da sua geração

Filme “Boychoir” – “O Coro”

Dirigido por François Girard em 2014, este filme traduz a transformação que a música pode representar para quem tudo perdeu, ganhando esperança num rumo coBoychoirm sentido. Se é verdade que o tema não é novo, é contudo muito bem representado por um elenco de luxo no qual destaco Dustin Hoffman, Kathy Bates, Debra Winger e Josh Lucas. É sempre importante relembrar que a música tem um forte poder de libertar para a cura se for essa a nossa intenção.

Dia Internacional da Mulher – 2016

O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética

(Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)

 

História do 8 de março

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Depois desse episódio, muitos outros protestos foram feitos, e um que se destacou foi o de 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução da carga horária, melhores salários e o direito de voto.

Em 1910 ocorreu a primeira conferência internacional sobre a mulher em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista e nesse ano ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

2016-01-06 Poema sobre “Verónica”– Encontro no Salão de Chá Quindim

Veronica anagallis-aquáticaFoto flor Veronica anagallisaquatica

Como o pintor faz um autorretrato
O escultor desenha o seu rosto
O poeta escreve a letra da sua canção,
que podia ser assim:
Amar para ela é tão fácil!
O outro sempre em primeiro lugar
Qualquer assunto merece trato dócil
Apenas tenta tudo conjugar.
Se por vezes não consegue,
A Verónica num canto se recolhe
Pedindo a Deus que se encarregue
E logo o fardo Ele acolhe.
Procura a leveza do ser
Não esquece de agradecer
Todas as dádivas recebidas
Que curam quaisquer feridas.
VIVER PLENAMENTE
INTENSAMENTE
AUTENTICAMENTE!

Heaven Is For Real – O Céu Existe Mesmo

O Céu Existe MesmoRealizado por Randall Wallace e escrito por Christopher Parker, foi baseado no livro homónimo do Pastor Todd Burpo e Lynn Vincent. Parabéns ao realizador que escolheu transpor para a tela uma história verídica fascinante que nos responde a questões tais como “O céu existe mesmo?” e “Como é o rosto de Jesus?”. Uma das mensagens que realço e que nos traz muita tranquilidade é “Estou contigo, não tenho medo”.

Jesus, segundo Akiane Kramarik
Jesus, segundo Akiane Kramarik

A nossa vida é invadida por imagens que nos ajudam a conceitualizar realidades complexas. A Akiane Kramarik pintou o rosto de Jesus, aos 8 anos de idade, e Colton Burpo, um miúdo com então 4 anos, confirma que é mesmo ele.