Poema “Cores”, Associação Vida a Cores, Pevidém

O verde da paisagem canta poderosamente

Em cada erva, árvore ou prado

O azul da água abraça a fauna carinhosamente

Em cada lago, rio ou oceano

Ambos dominam os tons do nosso planeta

Que, visto à distância, exibe-se vaidosamente

Destacando-se num vazio escuro e infinito

Iluminado pelo Sol que o aquece calorosamente.

Poema sobre aquecimento global – Citânia de Briteiros

A doença instala-se sem piedade
Rasga qualquer firme esperança
Procuram-se causa e verdade
Num tempo que corre sem segurança
Melhor agarrar a impossível promessa
Do desaparecimento total da crueldade
Instala-se finalmente a tranquilidade
E para todos a cura regressa
Dos seres humanos e do planeta
Que anseiam com tanta pressa
Tornar o mundo num lugar melhor
Onde vivamos felizes e com amor.

Poema sobre “Caldinhos”, em Pevidém

A tigela vem a fumegar
Mas o melhor é mesmo o aroma
Que cria a vontade de devorar
Entrando numa espécie de redoma.
Atropelam-se os ingrediente amontoados
Que à nossa vista nos agrada
Em tons misteriosamente envolvidos
Resta saborear cada colherada.
Se a todos chegasse este caldinho
Certamente não haveria fome no mundo
Seria tão bom chegar a cada cantinho
Com o caldo e um sentimento profundo.

Poema para o Alto de São João, em São Lourenço – Guimararães

A vista que se consegue do alto
Em muitas ocasiões, tira-nos o fôlego!
Invade-nos uma sensação de culto
e de maravilha que alcança o âmago
da existência. Esta veste o manto
da humildade e do reconhecimento
da grandiosidade e da graciosidade.

A visão é tomada de assalto
Num quadro pintado magistralmente
Foi a altura que nos moldou a mente
formando-se um conjunto perfeito
Alinhado com o mais nobre sentimento.

2017-11-12 Poema sobre Poetas – biblioteca de Azurém

Criar a suave melodia com auxílio das palavras
envolvidas numa doce e ímpar fragrância
numa missão tão encorajadora como difícil
uma teia se forma em busca de sentido
e quando o sentimento nasce o poeta se inventa
e renasce na potência da linguagem que une
numa partilha que rompe a solidão da escrita
e publica a sintonia única entre o homem e a natureza.
Monte da Parada, Mondim de Basto