2018-02-10 Poema “Homenagem” no Lar de S. Jorge

Quando alguém nos deixa
De repente ou com aviso
De imediato a alegria baixa
E um forte sentimento ocupa o vazio
É triste, é escuro…
Como se se fechasse numa caixa.
Passados uns dias longos
Vem a lembrança doce
Dos momentos meigos
Dos abraços trocados
Dos poemas partilhados
E finalmente!… A alegria renasce!

 

2017-11-12 Poema sobre Poetas – biblioteca de Azurém

Criar a suave melodia com auxílio das palavras
envolvidas numa doce e ímpar fragrância
numa missão tão encorajadora como difícil
uma teia se forma em busca de sentido
e quando o sentimento nasce o poeta se inventa
e renasce na potência da linguagem que une
numa partilha que rompe a solidão da escrita
e publica a sintonia única entre o homem e a natureza.
Monte da Parada, Mondim de Basto

Poema sobre Cidadania – Junta Freguesia Pevidém 20 maio 2017

Augusto Boal escreveu, na mensagem internacional do teatro “Cidadão não é aquele que vive em sociedade; é aquele que a transforma”.

Transforma numa expressão viva

De todos aqueles que não têm voz

Na busca constante

Com luta, por vezes, frustrante

Contra a injustiça revoltante.

Intervem, participa

Chama para si e também para os outros

A esperança

Que a cidadania seja conhecida, exercida

Sem receios e com autoconfiança.

Poema de e. e. cummings “Trago o teu coração comigo”

Trago o teu coração comigo
guardo-o dentro do meu coração
Nunca estou sem ele
para onde quer que vá, vais comigo, meu amor
E o que é feito por mim, tu também fazes, minha querida
Não temo o destino
pois tu és o meu destino, minha doçura
Eu não quero outro mundo
porque tu és o meu mundo, minha verdade

Tu és o significado da Lua
Onde quer que o Sol brilhe, tu és o seu canto

Aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
E o céu do céu de uma árvore chamada vida
A qual cresce mais alto
Do que a alma possa esperar ou a mente esconder
Esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas

Trago o teu coração comigo
guardo-o dentro do meu coração

Composto a partir das traduções de Helga Piçarra e Manuel Anastácio

Sobre o autor:

e. e. cummings, poeta norte-americano, nasceu em 1894 e morreu em 1962. Conquistou, ainda em vida, um lugar permanente entre os maiores poetas de nosso tempo. Ainda se comenta muito das suas inovações em tipografia e pontuação, que foram, por alguns, mal entendidas como meros “efeitos”, mas o leitor cuidadoso verá que elas são um aspecto de sua busca pela expressão mais pura e clara de seus pensamentos e sentimentos. Uma maneira de renovação da linguagem que só os grandes poetas conseguem. cummings era único dentre os poetas de seu tempo, pois era igualmente extraordinário na sátira e no sentimento e lutava vigorosamente contra a pomposidade e a pretensão. É considerado um dos poetas que escreveu os mais emotivos poemas de amor de todos os tempos. O poema acima foi lido numa das cenas finais do filme “In her shoes”, de Tony Scott, pela personagem interpretada por Cameron Diaz.

in http://www.releituras.com/eecummings_coracao.asp

2016-12-27 Poema “Dar, base espiritual da prosperidade” – São Lourenço de Selho

Pequena reflexão:

Não há nada de complicado no ato de dar!
Se for para encher aquele saco de bens não perecíveis, sim, é simples.
Se for às pessoas que conhecemos é importante ir de encontro às suas necessidades, aos seus gostos e dar a conhecer os nossos.
Se no dar estiver a troca de informação, de conhecimento, de sentimentos estamos a criar riqueza.
Dar, base espiritual
Dar, base espiritual
Poema:
A época do ano que mais convida a dar
É em dezembro e é sem dúvida o Natal!
Os olhos de quem recebe a mergulhar
ficam num oceano de emoção divinal!
Se isso acontece é porque foi verdadeira
A procura da causa de tanta felicidade.
Entre os adultos esta situação em cadeia
Pode criar uma sincera prosperidade.

Dia Internacional da Mulher – 2016

O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética

(Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)

 

História do 8 de março

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Depois desse episódio, muitos outros protestos foram feitos, e um que se destacou foi o de 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução da carga horária, melhores salários e o direito de voto.

Em 1910 ocorreu a primeira conferência internacional sobre a mulher em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista e nesse ano ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

2016-01-06 Poema sobre “Verónica”– Encontro no Salão de Chá Quindim

Veronica anagallis-aquáticaFoto flor Veronica anagallisaquatica

Como o pintor faz um autorretrato
O escultor desenha o seu rosto
O poeta escreve a letra da sua canção,
que podia ser assim:
Amar para ela é tão fácil!
O outro sempre em primeiro lugar
Qualquer assunto merece trato dócil
Apenas tenta tudo conjugar.
Se por vezes não consegue,
A Verónica num canto se recolhe
Pedindo a Deus que se encarregue
E logo o fardo Ele acolhe.
Procura a leveza do ser
Não esquece de agradecer
Todas as dádivas recebidas
Que curam quaisquer feridas.
VIVER PLENAMENTE
INTENSAMENTE
AUTENTICAMENTE!

2015-12-05 Poema sobre Recordar– Encontro no Lar de S. Jorge em Pevidém

Tantas memórias, tantas histórias
Percorrem estas paredes
Muitas gravadas em fotografias
E há aqueles momentos
Uns para esquecer totalmente
Outros para eternizar levemente
São estes que interessam
Porque nos fazem sentir gente
E nos pertencem totalmente.

Foto de Mandina Fernandes
Foto de Mandina Fernandes

A brincadeira preferida
O canto onde se parava
Amor à primeira vista
O nascimento de um filho
A viagem de sonho…

Mesmo que não estejam escritos
Permanecem numa memória coletiva
E por ter sido intensos
Ganharam uma forma significativa
E a Natureza adotou-os
Como sendo seus aqueles momentos
Já não são nossos, são de todos!