Poema “Ser Diferente”

Local: Parque da Ínsua, na Vila de Ponte – Guimarães

Ser Diferente,

é quando saímos da normalidade

e pensamos longe da humanidade?

Prefiro sentir o diferente como um jardim

Recheado de plantas desde rosas ao jasmim.

É o olhar sobre a diversidade do ser humano

Que se estende num azul infinito oceano

Ladeado pelo verde ambiente soberano.

Poema “Tradições & Atualizações”

No início eram jogas e agora são videojogos

Antigamente a corda levava o povo a saltar

Atualmente passa-se o tempo a sentar

Em frente de um monitor a jogar.

Com a natureza se vivia intimamente

Passou o quarto a ser altamente.

Verbalizava-se com danças e cantorias

Em significados simples e diretos

Agora há muitas expressões estrangeiras

Que encorajam a criar novos projetos

E é com estas várias maneiras

Que nos podemos tornar mais completos!

Poema “Santidade”

Penha, a 15 abril 2022

Se fosse tão simples a busca da Verdade

Não seria preciso ler, refletir e analisar

Foram sendo divulgadas as leis da Sua Santidade

Que conquistam os corações prontos para amar.

Se o mundo se virasse para a Divindade,

O que aconteceria neste emaranhado lugar?

Libertar-se-ia dos grilhões em direção à liberdade

E a humanidade atingiria finalmente a Unidade.

Poema “Homenagem 10 Anos Clube Poetas do Selho”, jardins Alameda em Guimarães

Uma métrica, um tempo, uma contagem

São insignificantes perante a grandeza da criação

O que distingue este Clube é, sem dúvida, a coragem

Num retiro totalmente a sós, em meditação

Mergulhar nas profundezas de uma paragem

Em busca das palavras certas em elevação

Prestar à Língua Portuguesa uma homenagem.

Os versos tocam uma sonoridade em construção

Ganham vida própria lançando uma mensagem

Do seu autor rebelam-se chamando a atenção

Isto não é apenas uma simples passagem

Porque o mais importante:

é o poema que nasce do coração!

Poema “Presença/Ausência”, videochamada a 11 jul 2020

Tenho-Te cativo em mim

Desde sempre procurei-Te

Um espaço por preencher

Um vazio silencioso e gritante

Tenho-Te cativo em mim

Num momento senti-Te

Um rasgo de alegria

Uma forte presença

Tenho-Te cativo em mim

Que comunhão tranquila

Uma busca inquieta

Para Te poder sentir

Tenho-Te cativo em mim

Mesmo estando ausente

Sinto a Tua presença

Escuto a melodia

Tenho-Te cativo em mim

O passo é o mesmo

Numa dança à distância

Que nos aproxima

Tenho-Te cativo em mim

Estás perto

Estás longe

Estás aqui!

Poema “Sobre Covid”, videochamada a 18 abril

A nossa geração foi surpreendida
Com algo tão estranho e inédito
Será que a nossa sociedade está perdida?
Ou é antes a natureza a projetar a seu grito
Uma ou outra ou até o Divino…
Todos nos lançaram ao:
   confinamento
   afeitamento
   isolamento
   e também ao comprometimento
Colaborando para que melhore
Acreditando que estaremos juntos
Aprendendo que é preciso
parar de correr
observar o que nos rodeia
escutar os outros
sentir o nosso coração
e acima de tudo
é preciso continuar a amar!

Poema sobre aquecimento global – Citânia de Briteiros

A doença instala-se sem piedade
Rasga qualquer firme esperança
Procuram-se causa e verdade
Num tempo que corre sem segurança
Melhor agarrar a impossível promessa
Do desaparecimento total da crueldade
Instala-se finalmente a tranquilidade
E para todos a cura regressa
Dos seres humanos e do planeta
Que anseiam com tanta pressa
Tornar o mundo num lugar melhor
Onde vivamos felizes e com amor.