Poema sobre aquecimento global – Citânia de Briteiros

A doença instala-se sem piedade
Rasga qualquer firme esperança
Procuram-se causa e verdade
Num tempo que corre sem segurança
Melhor agarrar a impossível promessa
Do desaparecimento total da crueldade
Instala-se finalmente a tranquilidade
E para todos a cura regressa
Dos seres humanos e do planeta
Que anseiam com tanta pressa
Tornar o mundo num lugar melhor
Onde vivamos felizes e com amor.

Poema sobre “Caldinhos”, em Pevidém

A tigela vem a fumegar
Mas o melhor é mesmo o aroma
Que cria a vontade de devorar
Entrando numa espécie de redoma.
Atropelam-se os ingrediente amontoados
Que à nossa vista nos agrada
Em tons misteriosamente envolvidos
Resta saborear cada colherada.
Se a todos chegasse este caldinho
Certamente não haveria fome no mundo
Seria tão bom chegar a cada cantinho
Com o caldo e um sentimento profundo.

Poema para o Alto de São João, em São Lourenço – Guimararães

A vista que se consegue do alto
Em muitas ocasiões, tira-nos o fôlego!
Invade-nos uma sensação de culto
e de maravilha que alcança o âmago
da existência. Esta veste o manto
da humildade e do reconhecimento
da grandiosidade e da graciosidade.

A visão é tomada de assalto
Num quadro pintado magistralmente
Foi a altura que nos moldou a mente
formando-se um conjunto perfeito
Alinhado com o mais nobre sentimento.

“Nós, ao Anoitecer”, de Ritesh Batra (2017), com Redford e Fonda

O filme tem uma imagem extraordinária. A música é tão singela que deixa espaço para tudo o resto. É reconfortante ver os nossos ídolos de infância contracenaram com a majestade da experiência de fazerem cinema. A cumplicidade é comovente e quase toca o real.

Robert Redford continua na sua senda pela defesa do meio ambiente e mais uma vez o vemos relacionado com esta temática. As paisagens filmadas tocam quase o paraíso numa perfeita harmonia entre a forma, a cor e o sentimento.

Jane Fonda é o equilíbrio entre a beleza trabalhada e o desempenho de uma atuação repleta de sabedoria.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

– São Francisco de Assis